Belém foi “oficialmente” declarada integrante da terceira divisão das capitais brasileiras. “Oficialmente” porque na prática, há muito, já se sabia. As capitais da primeira divisão, desde o século 19, são o Rio e São Paulo. Outras capitais se agruparam no segundo bloco: BH, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belém.
Historicamente, na “terceirona” das capitais estavam Manaus, São Luís, Fortaleza, Natal, Curitiba, Cuiabá, Teresina, etc. Na aurora do século 20, Belém vivia sua segunda idade do ouro. A primeira fora na última metade do século 18, sob Pombal. “A época de Landi”. Há cem anos o prefeito de Belém era Antônio Lemos e a cidade rivalizava com a capital federal na implantação de novidades e melhorias.
A Belém urbanizada que hoje conhecemos foi pensada naquele tempo. Os investimentos em infraestrutura urbana do período da borracha sustentaram a cidade até meados de 1960. Nesta época, o Brasil começava a ser predominantemente urbano, e a abordagem dos problemas das cidades saía da esfera da disciplina Desenho Urbano e passava para a era do Planejamento. É quando as capitais que agora estão mais bem posicionadas que Belém começaram a se repensar.
Nos anos 60, São Luis criava um órgão de preservação de seu patrimônio artístico, Belém começava a destruir a Cidade Velha. Hoje o Centro de São Luis é patrimônio da Humanidade. Nos anos 70, em Curitiba, já funcionava o Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana (IPPUC). O instituto elaborou os Planos de Desenvolvimento que nos últimos 40 anos transformaram a medíocre capital do Paraná em cidade referência internacional. Em Belém se incentivava a invasão das baixadas.
Nos anos 80, Salvador já fizera a recuperação do Pelourinho. Hoje o Centro de Salvador é tombado pela UNESCO, Salvador se tornou uma das mecas do turismo internacional e da cultura de massa. Em Belém não há bem tombado por agência internacional.
Nos anos 90, Fortaleza, Recife e Salvador começaram a implantar sistemas de transporte metropolitano e agora cuidam de metrô. Em Belém a única “inovação tecnológica” no transporte de massa foram as vans, as kombis, as bicicletas e os burros sem rabo, na contra mão.
No início do século 21, Fortaleza e Manaus são servidas diariamente por vôos internacionais e têm grandes redes de hotéis. Já Belém… Agora, enquanto se chora o leite derramado, buscam-se desculpas: foi uma conspiração contra Belém; a decisão foi política; foi lobby; foi uma injustiça; bla, bla, bla. E apontam-se os culpados: foi o governo; foi a prefeitura; foram os dois; foi o Lula que não gosta da Ana Júlia.
A culpa é deste governo, desta prefeitura e de todos os outros que nos administraram a cidade e estado nos últimos 50 anos. A culpa é de nossas elites políticas, sindicais, intelectuais, acadêmicas, empresariais, etc, etc, etc. A culpa é da nossa geração de paraenses que achamos que “comendo de arremesso” “dormindo de balanço” vamos ter vida “de descanso”, porque só aqui tem açaí, tacacá e de quebra a Virgem de Nazaré para abençoar. Esses mega eventos esportivos são sobretudo grandes negócios, para recebê-los as cidades têm que estar dentro do padrão globalizado. Têm que ser cidades globais, com segurança, infraestrutura aeroportuária, hoteleira, turismo receptivo, mobilidade urbana, qualidade de vida, etc.
Bairrismos de lado, tem alguém em sã consciência, e que tenha visitado pelo menos algumas das cidades escolhidas, que possa acreditar que Belém atende essas condições?(Vamos deixar Natal de fora, zebra é zebra).
A Fifa, tudo bem, é dirigida por um bando de safados como mostrou o Juca Kfouri, mas os critérios de escolha são objetivos. A eliminação de Belém não foi um ato político, não foi conspiração, era previsível para um cidade que há décadas se recusa a pensar-se estrategicamente.
Que isso nos sirva de alerta, sempre é tempo de recomeçar. A Universidade Federal do Pará, por meio do Fórum Landi, foi contratada pela Fundação Cultural do Município de Belém, para, com recursos do Ministério das Cidade, elaborar o Plano de Requalificação do Centro Histórico de Belém. Que toda a cidade participe, discuta, debata. Oportunidade haverá. Que depois do Plano do Centro possamos fazer um plano para a cidade, para a região Metropolitana. Senão, como já previ na ficção, vão acabar desmontando a Basílica de Nazaré e a levando junto com o Círio para São Luís ou Manaus.
Vou começar esse post informando que sou paraense e belenense, mas isso não me impede de criticar a nós mesmos!
Domingo saiu o resultado anunciado pela Fifa sobre as 12 cidades que seriam sedes da Copa de 2014, e para a surpresa de alguns e nem tanto de outros, Belém não foi uma das escolhidas. Eu confesso que estava esperançoso, acreditava e torcia para que Belém tivesse sido escolhida, mas no fundo, via que seria muito difícil levar essa parada!
Não estava querendo que Copa viesse para cá por causa dos jogos, afinal, as seleções que devem vir pra cá devem ser as mais fracas, mas o que eu queria mesmo eram os investimentos que a cidade iria receber.
Depois do resultado pensei muito, e como já sou um crítico natural, resolvi eleger os 30 motivos para Belém não merecer a Copa, vamos lá:
Pra começar, vou por a culpa na nossa Excelentissima Governadora, uma mulher sem garra, que falou o tempo todo ser “amiga” do Lula e não soube usar seu lobby.
Continuando na política, vou culpar também nosso representante na esfera municipal, por anda o Dudu e suas obras paradas? E o caus na saúde? Será que não interferiu na escolha, afinal de contas nos últimos meses Belém ficou conhecida nacionalmente pelas notícias da Santa Casa (PSM).
Voltando a Governadora, lembrei agora sobre os conflitos agrários que tem repercursão mundial, será os comandantes da Fifa não assistem aos noticiários?
Culpo também os sem-terras, que estão transformando o Pará (e o Brasil como todo) em uma terra sem lei, invadem, destroem, matam, roubam… e ficam impunes em nome de uma reforma agrária.
Culpo também algumas empresas privadas, principalmente a Coca-cola e a Sony, que souberam usar o seu lobby (aprende viu governadora?) para levar a copa para Manaus, onde essas empresas tem sedes.
Agora, vou começar a culpar algumas classes de Belém, em primeiro lugar os taxistas, que estão transformando Belém inteira em um ponto de taxi, qualquer lugar que você vá tem um ponto de taxi clandestino, piratex mesmo… esse final de semana mesmo eu vi uns taxistas pintando a rua com faixas amarelas para demarcar seu “território”, como não há fiscalização, eles proliferam mais que coelhos…
Por falar em território, que tal os flanelinhas? Esses já não tem mais jeito mesmo, além de alugar para os cidadões de bem os espaços públicos ainda cometem assaltos em plena luz do dia.
Mas não são só os taxistas e os flanelinhas, que tal passar na 25 de setembro no horário de pico? A avenida só tem uma pista, por que a outra está totalmente ocupada pelos carros estacionados irregurlarmente.
Mas a culpa não é só dos motoristas, que tal a CTBel? Se houvesse fiscalização muita coisa estaria diferente, mas eu só vejo os agentes (isso quando eu os vejo) batendo papo nas esquinas, namorando em plena hora de trabalho ou acobertando os taxistas que fazem m**** no trânsito caótico.
E os motoras de busão? Imagina um turista tendo que correr para pegar o ônibus que parou longe da parada… isso se ele parar e esperar…
E o povo que espera os ônibus? Geralmente ocupando uma faixa de carros para transforma-la em parada! Isso assusta!
E os cidadãos? Levam a culpa por jogarem lixo pelas janelas do carro, sujando cada vez mais a cidade.
Esses mesmos cidadãos, andam pelo meio das ruas, esquecendo que lugar de pedreste é na calçada. Isso assusta também!
Outro dia estava fazendo meu passeio noturno de bike e resolvi dar uma voltinha pelo aeroporto e me deparei com uma cena lamentável, um cidadão resolveu esperar alguém que chegava de viagem mostrando toda a potência sonora do seu lindo gol bola, o som estava nas alturas e tocando uma “canção” de gosto questionável… uma mulher de voz aguda cantava(?) estridente que queria dar alguma coisa pra num sei quem… Um turista chegando a Belém vendo aquela cena, provavelmente entraria de volta no voo que lhe trouxe.
Hoje de manhã fui dar uma pedalada no Parque Ambiental do Utinga e na Av João Paulo II (na parte nova) me deparei com um sofá jogado em um bueiro… depois o povo reclama que a cidade está alagando com qualquer chuvinha.
E os camelôs? Quem consegue andar pela Av. Padre Eutiquio logo depois do Shopping?
Pela falta de respeito dos motoristas, principalemente os taxistas, com os ciclistas… pelo desconhecimento das leis de trânsito.
Ahhh lembrei agora, vamos culpar novamente a Governadora… por que ela não se juntou ao governador do Amazonas para conseguir que a região norte tivesse duas sedes? Por que a região nordeste teve direito a 4 sedes?
Vou culpar também o preconceito com os nortistas… infelizmente, isso sempre teve e sempre vai ter no Brasil…
Sabe quem tem culpa também? Aquele reporter da TV Liberal, o “Num Sei o Que Paiva”, que só manda pro Jornal Nacional as notícias ruins do Pará…
A culpa também é do povo Amazonense, que soubre fazer tudo direitinho e levaram a copa.
E o Joseph Blatter? Não pode ficar de fora, ele nem sabia que o Pará fica na região norte… Durante a entrevista coletiva ele afirmou que o pará era da região nordeste
A culpa é do dinheiro, já se foi o tempo em que amor a camisa e tradição ganhava alguma coisa, hoje em dia o dinheiro fala mais alto. Esse papo de maior torcida do Norte já era!
E que tal a história de Capital da Amazônia? Já perdemos esse posto faz tempo…
Essa é copiada: Belém, sabemos todos, tinha tudo para sediar jogos da Copa. Estádio, acessibilidade, tradição futebolística e experiência em grandes eventos. Manaus tem hotelaria e o apelo do ecoturismo. Não foi isso que decidiu a parada. Não nos iludamos: aquele que era o nosso grande trunfo foi também nosso maior calo. Ter um estádio pronto, sem possibilidades de grandes gastos, desinteressou os senhores da bola. Para eles, é mais lucrativo investir numa praça em que tudo está por fazer e onde a dinheirama será farta e generosa.
A culpa é do Juca Kfouri!
E do Ancelmo Góis também
E eu também sou culpado… por ter votado no Dudu (confesso que fiz essa m****…)
E você também!
Se você tiver mais motivos, poste aqui para completar a lista, será que conseguimos chegar nos 50 motivos?
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Friday May 15, 2009
O DIA PERFEITO DAS MULHERES:
8h15m - Desperta, sem olheiras, e recebe beijos e abraços do namorado.
8h30m - Entra no banheiro, sobe na balança e percebe que está dois quilos mais magra.
8h45m - Café na cama, trazido pelo namorado, com geléias, croissants, frutas da estação…
9h30m - Banho de banheira, com sais, fragrâncias exóticas, sabonetes indianos, xampu de amêndoas, cremes etc.
10h40m - Aula de musculação com personal que lembra o Brad Pitt.
11h15m - Tratamento facial, manicure, pedicure, massagem relaxante e aromaterapia.
13h - Almoço com a melhor amiga para atualizar as fofocas.
13h15m – No restaurante, encontra a mulher do ex-namorado e pensa: “Nossa, ela está uma baleia!”. Ri discretamente.
14h30m - Compras no shopping com crédito ilimitado. Volta para casa com várias sacolas.
16h30m - Em casa, recebe cinco dúzias de rosas de um admirador secreto.
17h - Massagem com aquele massagista que é a cara do Fábio Assunção. (não judiaaaaa)
18h - Inicia o ritual de escolha da roupa que usará durante o jantar.
19h - Experimenta o nono vestido.
20h - Jantar romântico, iluminado por velas, com o namorado.
20h15m - Recebe um colar de US$ 2 mil como prova de amor.
21h - Morangos e champanhe na sobremesa. Diliiiciiaaaaaa
22h - Faz amor. Preliminares duram uma hora e vinte e cinco minutos. (Uooouhhhhhhh)
Meia-noite - Adormece abraçada ao namorado (de uma forma que ele mal consegue se mexer).
O DIA PERFEITO PARA HOMENS:
8h30m - Acorda com boquete inesperado da empregada de 19 aninhos.
8h33 - Sexo selvagem com a empregada de 19 aninhos.
8h40 - Cagadão lendo a parte de esportes do jornal.
9h - Banho.
9h10 - Café da manhã com pão, ovos, queijo, frios, tortas, refrigerante….
10h15 - Futebol no clube. Marca dois gols.
12h - Almoço com os amigos regado a cerveja.
12h15 -Conta para todos na mesa o boquete inesperado com a empregada de 19 aninhos.
12h50m - Palita os dentes.
13h - Deita em uma espreguiçadeira, à beira da piscina, para fazer a digestão. Peidos em seqüência pra relaxar.
15h - Pescaria em barco com tripulação feminina, todas de topless.
15h15m - Suruba no barco.
17h -Volta para casa e assiste ao jogo Brasil X Argentina na TV. Cochila durante a partida.
19h30m - Pizza e cerveja no bar com amigos.
19h45m - Conta para todos na mesa a suruba no barco durante a tarde.
20h15m - Palita os dentes.
20h30m - Chega em casa. Banho. Mira no ralo e dá uma mijada certeira.
21h - Uísque no sofá. Peidos para relaxar.
22h - Encontra a namorada.
22h10m - Jantar.
22h40m -Deixa a namorada em casa e liga para aquela amiga gostosona dela.
23h - Preliminares com a amiga gostosona da namorada no carro em movimento, com direito a dedada.
23h15m - Chega em casa. Sexo selvagem.
23h30m - Manda a amiga gostosona da namorada ir para casa. Diz que o ponto de ônibus fica em frente a seu prédio.
23h35m -Relaxa fumando um charuto cubano na banheira de hidromassagem.
23h45m - Deita na cama.
23h46m - Solta um peido de 12 segundos. Assustado com o barulho e o cheiro, o cachorro foge do quarto.
23h47m - Ri até adormecer
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Friday May 15, 2009
1.A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos boazudas.
2. O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas ..
3. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.
4. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.
5. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim.. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.
6. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.
7. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.
8. CERVEJA ENGORDA?
Não. Quem engorda é você.
9. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não.
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Tuesday Feb 10, 2009
Esse texto foi “Clipado” do site da EART com a permissão do Sérgio Batista, onde ele faz um excelente relato do Fórum Social Mundial que aconteceu em Belém.
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Palestra do Chris Carlsson – NOWTOPIAN.
(Um dos idealizadores da Bicicletada – Critical Mass). Encontro Mundial de Cicloativistas – World Social Forum.
(Brasil, EUA, França, Itália, Irlanda, Peru, Venezuela e Uruguai).
Certamente Belém nunca tinha presenciado tanta diversidade cultural, religiosa, com sotaques de diversas partes do Brasil e tantos que eram os idiomas em um só local. Foram mais de 130 mil pessoas; 5808 organizações envolvidas, executando 2310 atividades autogestionadas; mais de 800 jornais de trinta países foram credenciados; 4500 jornalistas de mídias livres. Com tudo isso, o intercambio foi impressionante e já valendo muito a participação.
Não! Não é uma roda para iniciarmos uma trilha da EART…
Dias antes de iniciar oficialmente o Fórum, em uma das diversas idas e vindas à UFRA, conhecemos um local chamado Aldeia da Paz. Na “portaria” já fomos abordados e informados que é expressamente proibido qualquer tipo de bebida alcoólica, cigarro com filtro ou qualquer tipo de droga química.
A comunidade é muito organizada e antes de qualquer refeição é feita uma roda onde é dito vários procedimentos e convocações para alguma tarefa. Quem quisesse comunicar algo era só pedir a vez e o amuleto era repassado. A articulaçao do local funciona meio que autônomo do fórum, pois não depende de quase nada da organização do FSM. Cada um ajudava como podia, desde um pouco de comida (a grande maioria é vegetariano), lavando roupa, louças das refeições, pinturas do local etc. O lugar funciona com o trabalho braçal de cada um que residia lá. Tudo após ser construído, precisava de uma espécie de “encantamento”, que para o nosso entendimento seria um acabamento requintado. A aldeia é reduto de grandes artistas. O perfil do local é de Wicca’s, Santo Daimen, Hare Krishna, druidas, ateus, católicos etc (todos são bem-vindos após concordar com o regimento interno do local).
Aproximadamente 500 barracas de camping estavam armadas na Aldeia da Paz. Quando a noite caia, reinava as rodas de músicas de cada uma das religiões. A beira da fogueira, que sempre tem algum responsável para que ela não apague, todos têm direito a cantar uma canção que simbolize a sua crença.
Esse é uma das figuras que circulava pela Aldeia da Paz, o “Plebeu”. Vindo pedalando de Uberlândia-MG, ficamos por um bom tempo escutando os seus relatos de viagem (cada causo…).
Em um final de tarde chuvosa, do rigoroso inverno amazônico, eu, Gabi, JP, Dani e Fábio (tomando um tacacá), começamos a ver o mundo como essas pessoas vêem. Ficamos refletindo se não somos nós que vemos o mundo diferente, e, essas sim, fazem e vivem um mundo melhor. Chegamos à conclusão de que somos nós mesmos que nos impusemos essa realidade caótica de que vivemos hoje. E que a verdadeira vida (bem vivida), é vivida por essas pessoas.
A prosa não durou muito, e logo, logo caímos na nossa realidade cotidiana…
Com aproximadamente 35 mil pessoas na sua abertura, no dia 27/01, na Escadinha das Docas, as margens da Baía do Guajará, deu-se início centenas de debates e ações por dia, realizados nas tendas e auditórios, divididos na UFRA, UFPA e Hangar. Após vários discursos de autoridades, seguimos na marcha de abertura do Fórum, que já diziam alguns ser uma atração a parte e imperdível. E ainda com chuva, foi inesquecível.
Diversas Ong’s e grupos ativistas fizeram parte da marcha de abertura…
Bicicletada Pará / São Paulo: Trocando as camisas.
As bicicletas tiveram uma ala dedicada na marcha de abertura do Fórum, com a galera sempre cantando muito, de baixo de muita chuva ninguém ficava parado.
Mais fervor!
Momento de grande emoção foi quando colocamos as bicicletas ao chão e as reverenciamos.
Além de nós das bikes, muitos outros grupos roubaram a cena na marcha de abertura do Fórum…
Anônimos, como esse ativista que veio preparado para enfrentar a poluição que impera em nosso planeta.
“Loucas de Pedra Lilás”, ONG teatral de Refife-PE. O tema da coreografia é a luta feminina perante o machismo. Era tudo bem ensaiado e a cada coreografia era uma correria na marcha.
Parabéns, meninas!
Vocês foram uma das sensações da marcha de abertura.
Podia-se ver manifestações e propostas de todas as partes do mundo.
Foto: Raoni Beltrão
O primeiro dos muitos encontros com o Chris Carlsson.
Depois de pedalar por todo o centro de Belém, da Escadinha das docas até são Braz, já pudemos ter um gostinho de como seria a nossa Bicicletada, na sexta-feira dia 30/01.
Já na UFRA, um dos principais territórios do Fórum, o cotidiano no decorrer do Fórum era esse. Muita gente circulando a fim de presenciar algumas das propostas apresentadas por milhares de inscritos.
(Pricipal via da UFRA, bem em frente a tenda da Bicicletada).
Esse era o nosso espaço na UFRA. Muita gente parava admirada com tanta bicicleta diferente. Tv’s do mundo todo levaram imagens desse espaço.
A tenda também era ponto de encontro para os cicloturistas que participavam do fórum, assim como para os cicloativistas.
Era muito pai d’égua quando víamos a galera concentrada na leitura do nosso banner.
Recebemos a visita ilustre do Arcebispo de Belém, abençoando as nossas bikes, dom Orani João Tempesta.
Uma família inteira de cicloturistas colombianos visitou a nossa tenda.
Um outro mundo no FSM, esse era o Acampamento da Juventude, que abrigava cerca de 2000 barracas. Um dos locais mais econômicos do Fórum para se hospedar, bastava pagar R$ 15,00 e você tinha direito a armar a sua barraca e acesso a todos os eventos do Fórum. Dentro do camping tinha barraca com uma estrutura básica, ou até mesmo algumas com churrasqueira e mesa no “quintal”. E acreditem, na mesa tinha um verdadeiro banquete, com até leitão a pururuca.
Na seção de serviços do camping, a massagem nos pés era imperdível. Reparem a fila de espera.
O “Plebeu” precisou de apenas um pequeno palco, mas um grande público, para que ele mostrasse a sua performance, também como artista.
O perfume de jasmim poderia ser feito na hora, bem aos olhos do freguês.
Muita coisa legal poderia ser achada no camping. Com apenas algumas moedas você poderia comprar uma boa lembrança do Fórum.
No decorrer dos dias houveram muitas manifestações na UFRA. Muitas sobre os direitos humanos, justiça, direito das mulheres e outras que abordavam temas bem complexos…
Estamos na Marcha dos Vegetarianos…
A idéia aqui é mostrar, com um manequim vivo, todo o processo de sofrimento do animal, até o seu abate. Para aí sim, chegar ao seu prato.
“Eu…sou maconheiro…com muito orgulho…com muito amor…”.
É uma frase forte para o nosso dia a dia, mas que foi bradada durante o percurso na Marcha da Maconha, lá na UFRA. Me assustei quando escutei, porque não é a todo o momento que encontramos pessoas se orgulhando de serem maconheiros.
Vivemos em uma democracia e você tem todo o direito de expressar a sua vontade no que achares que pode ser certo. Mas isso não dá o direito para que a sociedade aceite o que achas que é certo. Cabe a ela “julgar”, e pode durar várias gerações.
Você pode até tirar a roupa e clamar pelos seus direitos…
Mas para plantar qualquer idéia, é importante ter clareza mental.
Quem pôde acompanhar o FSM – Fórum Social Mundial de perto, saiu convicto da importância do seu acontecimento para a sociedade como um todo. Falo isso porque já escutei muita gente falando que esse tipo de evento só agrega hippies ou pessoas querendo tirar proveito do evento. Ou ainda que por mais que seja discutida alguma proposta, nunca será colocada em prática. Eu gostaria de saber dessas pessoas se pelo menos elas discutem algo para a melhoria da sociedade, pelo menos da sua rua. Ou se quer manifestam o desejo de mudar alguma coisa. Se sim, expressem esse desejo, ele é muito importante.
Como o grupo Ecologia Urbana, que veio de SP defender três atividades. Abaixo uma delas:
As condições atuais enfrentadas por grande parte da população que habita as áreas urbanas, segregada no espaço e carente de serviços básicos, são conseqüências de um padrão de urbanização que vem sendo imposto às metrópoles, em especial dos países em desenvolvimento. Esse padrão foi marcado pelo processo insustentável de expansão urbana, justificado pelo paradigma desenvolvimentista, que propiciou e ainda propicia condições indignas e desiguais de sobrevivência.
Paradoxalmente a esse quadro de degradação das condições socioambientais, as cidades crescem em densidade e extensão num ritmo acelerado. Hoje, mais da metade da população mundial vive nas cidades, sendo que o modelo de desenvolvimento das mesmas continua favorecendo disparidades e intensificando cada vez mais os problemas como o da mobilidade urbana; da degradação de áreas verdes, muitas vezes favorecidas por políticas predatórias de ocupação do solo urbano; da falta de saneamento e de coleta de lixo, etc.
Neste contexto, o objetivo da oficina Cidades Verdes é fazer uma extensão dos encontros do Coletivo EcoUrbana, criando um espaço para diálogo, em que sejam apresentados outros pontos de vista e novas idéias.
Um pouco de conteúdo, algumas provocações e debates induziram uma conversa entre todos os presentes na Oficina a fim de integrar as inquietações para (re)pensar caminhos possíveis para as cidades.
Outro grande exemplo é o nosso amigo Pavão do Pedal, guia profissional da Chapada dos Veadeiros. Pedalou mais de 2000 km, do Alto Paraíso-GO, até chegar ao fórum, como voluntário. O sr. Reciclagem montou uma mini usina de lixo na UFRA, bem ao lado da tenda da Bicicletada.
Ainda de quebra nos proporcionou um grande curso básico de mecânica.
Hoje, 08/02, ele fez uma trilha conosco antes de partir para o seu lar, e me disse a seguinte frase durante a trilha:
“Sérgio, a vontade que tenho é vender o meu “barraco” e vim pra cá. Isso aqui é muito lindo. As pessoas aqui são muito especiais. Só não faço isso porque tenho responsabilidades profissionais”.
Pavão, você sempre será muito bem-vindo ao Pará, volte sempre. O trabalho que fazes também é muito bonito!
Paulo, o Pavão também é o nosso herói!
Em determinados momentos eu ficava imaginando o que poderia estar rolando nas centenas de tendas e dezenas de auditórios espalhados pelos territórios do FSM. Ou mesmo em algum canto informal, como o nosso (sem estar inscrito no fórum), muita coisa interessante, certamente. Em certas rodas poderia apenas imaginar mesmo. Longe de um inglês fluente, fiquei muito frustrado por não ter podido interagir mais com os estrangeiros. A todo o momento precisava do meu interprete pessoal, o JP (help me, João Paulo, pleased!). Ficava torcendo para que certos “gringos” falassem pelo menos um clássico portunhol, que aí, demorava, mas já dava pra quebrar o galho.
E nós?!
Todos nós estamos de parabéns pelo trabalho realizado. Não só pelo sucesso da tenda no Fórum, que atraiu a atenção de milhares de pessoas. Que nos renderam entrevistas para diversas TV’s e rádios nacionais e internacionais. Ou atraindo a atenção e curiosidade de anônimos que por alí passavam.
Introduzimos o bici-táxi como meio de transporte no território do FSM. Que para a nossa surpresa, a organização do Fórum não tinha nenhuma alternativa de transporte para dentro da UFRA e UFPA.
E é claro, pelo grande sucesso da tão esperada Bicicletada Pará. Valeu muito as reuniões pré-fórum para articular as propostas, todas elas decididas e opinadas por todos.
Uh, uh, uh, é Biciletada!
Em uma noite de muita chuva na grande Belém, conseguirmos reunir cerca de 100 ciclistas.
“Menos gasolina…mais adrenalina!”
Nos cruzamentos, a nossa faixa era leitura obrigatória dos motoristas parados no sinal.
Sempre cantado muito, a Bicicletada passou por diversas ruas de Belém. Ao chegarmos à frente de um grande hotel, paramos e chamamos muita atenção dos que estavam lá. O mezanino ficou cheio de gente nos aplaudindo.
“Menos carros…mais bicicletas!”
Se já não bastasse, foi de arrepiar também a nossa entrada do Parque da Residência. O local que é considerado um parque, imaginem não poder entrar com as nossas bicicletas, ou ao menos ter um bicicletário no local. Sem muita resistência por parte dos seguranças, entramos andando com as bikes ao lado, como a lei manda em locais púbicos.
Após muitos convites para pedalar comigo, enfim, o meu primo Rafael Batista (também afilhado), esteve pedalando nessa Bicicletada, além de ter sido o meu vizinho de barraca na UFRA. Digo que foi um triunfal início, porque a partir desse ato estará ajudando a mudar muita coisa.
Primo, eu tenho um carinho muito grande por você. É muito bacana passar horas ao teu lado, conversando sobre coisas, que as vezes, apenas nós percebemos. Nunca vou esquecer desse seu texto:
“Apenas digo que em breve viajaremos pelos quatro cantos da América do Sul, registrando tudo, ele com sua maquina fotográfica e eu com meu simples diário”.
Marcelo, já te conheço faz tempo, e durante esse período conheci a tua história no MTB paraense, como colecionar e trilheiro. Fique certo que és um dos ícones que temos aqui. Com tudo isso, fiquei muito triste por você não ter participado de toda a Bicicletada, saindo prematuramente por problemas mecânicos na sua bike, antes das principais ações, que certamente te deixariam muito orgulhoso, assim como eu estou. Mas não fique triste, pois o seu forte Brio (como estamos vendo nesta foto), irá perdurar até a próxima Bicicletada.
Foto: Fabio Araújo.
Como que fazendo as honras da casa, presenteamos o Chris com uma camisa. Retribuindo a visita em nossa cidade e pela excelente palestra ministrada. Com o meu inglês medíocre, mais uma vez recorri ao meu interprete pessoal (JP).
E a resposta veio em um alto e bom tom, português: “obrigado!”
Foto: Fabio Araújo.
Encerro este com um brinde em nome da Bicicletada no Brasil, e especialmente a essa primeira aqui em Belém.
“Nunca subestimem o poder que uma sociedade pode ter. Nós somos pequenos perante o poder desse país, mas ainda mandamos nele”.
“Goodbye people!”
PS.: Ganhamos um DVD da turma da Bicicletada de Belo Horizonte, que esteve no FSM. Achei muito interessante o formato de abordagem que eles usaram no documentário, e gostaria de marcar uma data para vermos juntos. Se possível, marcarmos uma reunião para as próximas ações e pôr em prática esse tipo de abordagem. Deixo aqui o meu muito obrigado a galera da Bicicletada de BH, especialmente ao Palestino, membro do grupo que liberou a sua reprodução e distribuição aos membros da Bicicletada paraense.
Quero agradecer em especial aos parceiros Agostinho - Loja do Pescador / Nautika, que acreditaram no evento e nos deram total apoio.
Também ao amigo e parceiro Francisco Sabino, que através da Camelbak também nos apoio.
Gostaria de agradecer também os seguintes:
- Galera de São Paulo: João Paulo, Zé, Gabi, Carol, Rafael e Thiago Benicchio;
- Marcelo Biker;
- Chris Carlsson;
- Fabio Cunha e Dani;
- Gustavo Nobre e Gaby;
- Antonino Costa;
- Guilherme Bahia;
- Robinson Baia;
- Denny Sousa;
- Piani;
- Raoni Beltrão;
E todos aqueles que participaram desse grande evento.
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Wednesday Feb 4, 2009
Sei que não tem muito haver com a intenção do meu blog, mas eu achei bem bacana esse e-mail que recebi e resolvi copiar aqui. Lá vai:
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Senhores Diretores do Bradesco,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.
Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço.. Além disso, me impõe taxas. Uma ‘taxa de acesso ao pãozinho’, outra ‘taxa por guardar pão quentinho’ e ainda uma ‘taxa de abertura da padaria’. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de crédito’ - equivalente àquela hipotética ‘taxa de acesso ao pãozinho’, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de conta’.
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa ‘taxa de abertura de conta’ se assemelharia a uma ‘taxa de abertura da padaria’, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria. Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios’.. para liberar o ‘papagaio’, alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um ‘por fora’, que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um ‘por fora’ temos muitos ‘por dentro’.
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 ‘para a manutenção da conta’ semelhante àquela ‘taxa pela existência da padaria na esquina da rua’.
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me
dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. - Semelhante àquela ‘taxa por guardar o pão quentinho’.
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.
Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..
Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas..!?!
Desde terça-feira (27) a Belém vive de uma outra forma! E nós da Bicicletada Pará não podiamos deixar de estar presente mostrando para todos que é possivel a convivência entre os meios de transportes.
Na macha que aconteceu na abertura do Fórum, vários ciclistas de vários locais do Brasil e do mundo compareceram e criaram a Ala da Bicicletada, o pessoal do Eco Urbana postou alguns vídeos e fotos do evento.
Além disso estamos com um tenda na UFRA mostrando a história da bicicleta, leis de trânsito e com uma exposição de bikes antigas da coleção do nosso amigo Marcelo Biker.
No próximo dia 30, sexta-feira às 18h no Mercado de São Brás, vamos fazer a primeira bicicletada paraense que vai percorrer as ruas de Belém distribuindo folders educativos e exibindo faixas. Estão todos convidados!
Existem 2 pontos que eu gostaria de frisar com relação ao clima que vocês irão encontrar durante a trilha: o forte calor e vento contra.
Bragança possui um verão bem diferente do de Belém. Aqui raramente chove durante essa época e quando eu fui fazer essa trilha no último domingo, não caiu uma gota sequer e o sol acompanhou a gente durante o dia inteiro. Acho que não chove 3 dias seguidos há meses por aqui.
Como a região que iremos pedalar é muito aberta, quase não possuindo trechos de mata fechada, esperem um sol muito forte na cabeça e tragam bastante líquidos.
Agora imaginem tudo ao contrário… foi assim a trilha do pernalonga.
O Alan provou que ele como meteorologista é um excelente biker!
Choveu do inicio ao fim da trilha… mas vamos por partes:
Sábado: Cheguei em Bragança por volta das 14h, e comecei a procurar os Hotéis, andei por vários.. mas finalmente ficamos no Lucian, o mesmo que o Alan está hospedado, o Hotel é muito bonzinho, mas não tivemos muito tempo não… Quando eu pensei que ia fazer um lanche/almoço o Alan já estava chamando pra ir pra trilha do aquecimento… que mais tarde virou a trilha da mentira, só quem sabe o porque do nome é quem estava lá, e olha que o Tysga nem foi…
Saimos pedalando pela cidade, eramos poucos, eu, Gaby, Alan, Ivan, Colin, suas duas filhas e um garoto que estava acompanhando… Mas ainda na cidade, encontramos o Sérgio, Velasco e Ângela que estavam chegando naquele instante… eles foram pro hotel e nós saimos para a trilha.
Quando passamos pela ponte que atravessa o Rio Caeté, eu recebi uma ligação do Fabinho, perguntando se dava pra gente esperar ele e a Dani… Ok, paramos na estrada e começamos a esperar… mas como todo mundo sabe… o Fabinho nem gosta de demorar… esperamos… esperamos… esperamos… esperamos… até que eles apareceram, trazendo consigo o Velasco, Ângela, Gabriel e Sérgio, pronto, agora eramos um grupo maior…
Seguimos até o mirante, em uma subida que… bem… não sei explicar… era “a subida”! Os (tri)atletas conseguiram tirar de letra, eu fui empurrando mesmo… o Gps marcava embaixo apenas 12m e lá em cima 34m de altura.
Chegamos ao Mirante, um ponto sensacional, com uma vista privilegiada de bragança. Agora era a hora da descida, aluciante… o Alan marcou no seu ciclo 57,5km/h, eu marquei no GPS 61,5km/h, não lembro o do velasco.
Seguimos agora pra parte noturna da trilha, outro trecho muito legal, aliais, qualquer trilha noturna pra mim é show! Seguimos até chegar na Vila-Que-Era, “era” o que? Era Bragança… lá que tudo começou. Fomos recepcionados por crianças do local, curiosos com as luzes das bikes.
Seguimos por ramais, singles, subidas e descidas até voltarmos a Bragança, onde encontramos o Max Jardim com a sua familia num bar.
A noite saimos para jantar e pegar uma boa chuva… A mesa parecia aquelas de aniversário de tanta gente que estava lá, e toda hora chegava mais um, na hora da chuva, todo mundo correu da agua que caía, só ficou eu, Carlinhos e Tysga comendo debaixo d´agua.
Domingo: Acordei por volta as 5:30, quando sai do quarto, só encontrei o Carlinhos acordado, logo depois o Max, Carla e o “100% Delta”.
Daqui a pouco a Gaby acordou e o Alan apareceu, só deu tempo para um (excelente) café da manhã reforçado e saimos para a pedalada.
Chegamos na praça da bandeira e alguns bikers já estavam por lá, se preparando para a partida. Logo depois começaram a chegar os outros bikers.
Depois de alguns alongamentos partimos para a oração.
Partimos para a trilha debaixo de muita chuva e ai começou a cair a previsão do Alan, e assim foi o dia todo, chuva e mais chuva.
O primeiro ponto interessante foi a pedreira, achei sensacional aquela área. Descemos numa velô show. Muitas fotos!
O segundo ponto bacana foram as planices bragantina, parecia que a gente tava no Marajó, impressionante a semelhança… Fizemos um Bosta-track, e seguimos para uma foto oficial, com direito a guerra de bosta proporcionada pelo Carlinhos, inclusive depois encontrei os parentes dele recem-nascidos…
Alguns pontos eram bem fechados…
O terceiro ponto show de bola foi a Hotel Fazenda Vitória. Pense num lugar bonito! Bacana foi as meninas falando “Hummm…” e olhando para os respectivos maridos quando o cara falou sobre o final de semana romantico que o hotel proporciona…
Eu encontrei a irmã da Patricia.
No final da tarde ainda sobrou um tempo para um lanche no Natal!
Bem, no mais, só as fotos para explicar tudo o que aconteceu por lá!
Mas eu quero fazer aqui um agradecimento especial ao amigo Alan Tamer, que nos proporcionou esse final de semana sensacional, nos levou para conhecer lugares maravilhosos e foi nosso companheiro em todos os momentos, desde o momento que chegamos até quando fomos embora!
Estamos torcendo por você nessa nova etapa da sua vida e que você tenha muito sucesso!!
Poxa… fazia tempo que nao postava nada aqui no Blog… não vou mentir dizendo que era falta de tempo por que era pura preguiça mesmo…
Mas o motivo desse post não é ficar falando de preguiça.
Já fazia muito tempo que eu estava querendo brincar de Geocache e sempre adiava, ou esquecia… Nesse primeiro dia do ano, finalmente consegui colocar meu primeiro cache. Mas afinal de contas, o que é Geocache? Ninguém melhor pra explicar que a Wikipedia:
Geocaching é um desporto de ar livre que envolve a utilização de um receptor de GPS (”Sistema de Posicionamento Global”) para encontrar uma “geocache” (ou simplesmente “cache”) colocada em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis, moedas ou bonecos para troca.
A primeira colocação de uma cache com auxílio de GPS ocorreu em 3 de Maio de 2000 por Dave Ulmer. A localização foi anunciada no newsgroup sci.geo.satellite-nav. Três dias depois tinha sido encontrada duas vezes e registada uma vez.
O Geocaching tornou-se então popular. Em 22 de Maio de 2006 contam-se 269715 caches activas em 221 países (sendo 590 em Portugal, 60 no Brasil, 2 em Macau, 3 em Moçambique e 3 em Cabo Verde) e anunciadas no site oficial:
Voltando ao meu primeiro Geocache, resolvi colocar um cache bem fácil, na estrada que vai pra Mosqueiro, dentro desse cache, coloquei um livro de visitas e uma moeda. Marquei as coordenadas no GPS e publiquei no site oficial e no site brasileiro de geocache (http://www.brasilcaching.com.br/index.php). Infelizmente, aqui em Belém e talvez no Pará inteiro, pouca gente conhece essa modalidade, mas mesmo assim vou continuar escondendo os caches pela cidade e pelas trilhas que eu faço de bike!
Aqui vai uma foto do cache que publiquei.
Ficou curioso pra saber onde eu escondi o cache? É só visitar o site Geocaching.com e procurar por GC1KC81 (precisa ser cadastrado pra ver as coordenadas) ou no site do Brasilcaching.com.br.