Monday, March 24th, 2008
Trilha da Cabeceira
Essa trilha foi “a trilha“, teve de tudo um pouco!
A programação era acordar bem cedo para fazermos uma trilha especial no final de semana, era uma trilha que eu e a Gaby já tinhamos levantado antes, mas naquela ocasião não havia sido tão louca quanto foi essa.
Ao acordamos (atrasados!) tomamos um cafézinho, e começamos a nos preparar para a saida, a Elina malagueta, vendo aquela movimentação toda ficou louca pra ir, mas estava sem bike, até tentei arrumar uma monarke-pé-duro, mas a bike além de ser pesadona, estava com o pneu furado e não via um óleo a mais de 6 meses… resultado, desistiu antes de pensar em ir.
Nem bem acabamos de tomar o café e chuva voltou forte e começou a fazer um friozinho gostoso! Nesse momento as meninas (Gaby e Itana) desistiram logo que sentiram o frio da chuva matinal. Continuamos os preparativos, sempre com muitas gargalhadas, o clima estava perfeito, muita água, muita lama, amigos…
Fizemos um PitStop para comprar água na frente de casa e seguimos para a trilha!
Depois de alguns poucos quilômetros, surgiu o primeiro grande obstáculo, onde antes havia uma palafita, agora havia apenas um monte de água e uns restos de madeiras, mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, encaramos o desafio ao som das meninas na janela de uma casa próxima, rindo das nossas quedas na lama!
Era impossivel passar ali sem cair, tanto que quase todos cairam, menos nosso amigo Thysga, que foi o autor da quebra da última madeira em pé!
Depois desse obstáculo, pé em baixo para percorrer uns singles tracks muito loucos! Chegamos a um areial, que com a chuva não estava mais tão “fofo” quanto estava quando fiz a trilha com a Gaby.
Nesse local nasce um igarapé, aquele que desagua na praia do São Francisco, passamos por várias lagoas, algumas vezes por dentro dela, até que atravessamos o areial e chegamos a um ramalzão que foi nós levar até a PA-391, entramos em um single track do outro lado da pista, onde ia nós levar a um braço do rio pratiquara, quando fiz o levantamento, nem pensei na possibilidade de atravessar o rio, mas quando chegamos lá, a nossa adrenalina era tanta que resolvemos encarar mais esse desafio. O primeiro a verificar a possibilidade de passar foi o Zé Gotinha… que baseado em sua altura descomunal foi ver se dava pé! Claro que não!! Amarramos as bikes, mochilas e depois de uns 15 minutos de travessia, chegamos ao aeroporto de uma fazenda.
Na “Cabeceira” da pista de pouso, fizemos mais um sigle track, cheia de arvores caidas, por causa da chuva do dia anterior, e chegamos ao Rio Pratiquara em toda sua plenitude, claro que pulamos e tomamos um banho de rio!
Seguimos, pois nosso objetivo era chegar ao Sítio Pratiquara, pegamos diversos singles tracks, e no final um ramalzão que nós deu acesso ao nosso objetivo, ficamos por lá descançando, apreciando a paisagem, batendo um papo furado e finalmente voltamos!
Os 5 mosqueteiros chegaram de volta a casa, cheio de histórias para contar!
Valeu galera: Patinho Feio, Menino Maluquinho, Zé Gotinha e Thysga.
Segue o link do Wikiloc com os detalhes da trilha e algumas fotos!
http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=110012
Fotos: Sérgio Batista (http://www.flickr.com/photos/21166437@N04/)
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