Bacu de Sunga |

…uma mistura saudável dos meus pontos de vista sobre os assuntos corriqueiros!
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Lindo final de tarde em Salinas…

Wednesday Jul 8, 2009

Vamos a la praia ô ô Ô Ô ô!

Eita povinho mal educado…


Belém na terceira divisão!

Friday Jun 5, 2009

Um desabafo de Flávio Nassar

Belém foi “oficialmente” declarada integrante da terceira divisão das capitais brasileiras. “Oficialmente” porque na prática, há muito, já se sabia. As capitais da primeira divisão, desde o século 19, são o Rio e São Paulo. Outras capitais se agruparam no segundo bloco: BH, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belém.

Historicamente, na “terceirona” das capitais estavam Manaus, São Luís, Fortaleza, Natal, Curitiba, Cuiabá, Teresina, etc. Na aurora do século 20, Belém vivia sua segunda idade do ouro. A primeira fora na última metade do século 18, sob Pombal. “A época de Landi”. Há cem anos o prefeito de Belém era Antônio Lemos e a cidade rivalizava com a capital federal na implantação de novidades e melhorias.

A Belém urbanizada que hoje conhecemos foi pensada naquele tempo. Os investimentos em infraestrutura urbana do período da borracha sustentaram a cidade até meados de 1960. Nesta época, o Brasil começava a ser predominantemente urbano, e a abordagem dos problemas das cidades saía da esfera da disciplina Desenho Urbano e passava para a era do Planejamento. É quando as capitais que agora estão mais bem posicionadas que Belém começaram a se repensar.

Nos anos 60, São Luis criava um órgão de preservação de seu patrimônio artístico, Belém começava a destruir a Cidade Velha. Hoje o Centro de São Luis é patrimônio da Humanidade. Nos anos 70, em Curitiba, já funcionava o Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana (IPPUC). O instituto elaborou os Planos de Desenvolvimento que nos últimos 40 anos transformaram a medíocre capital do Paraná em cidade referência internacional. Em Belém se incentivava a invasão das baixadas.

Nos anos 80, Salvador já fizera a recuperação do Pelourinho. Hoje o Centro de Salvador é tombado pela UNESCO, Salvador se tornou uma das mecas do turismo internacional e da cultura de massa. Em Belém não há bem tombado por agência internacional.

Nos anos 90, Fortaleza, Recife e Salvador começaram a implantar sistemas de transporte metropolitano e agora cuidam de metrô. Em Belém a única “inovação tecnológica” no transporte de massa foram as vans, as kombis, as bicicletas e os burros sem rabo, na contra mão.

No início do século 21, Fortaleza e Manaus são servidas diariamente por vôos internacionais e têm grandes redes de hotéis. Já Belém… Agora, enquanto se chora o leite derramado, buscam-se desculpas: foi uma conspiração contra Belém; a decisão foi política; foi lobby; foi uma injustiça; bla, bla, bla. E apontam-se os culpados: foi o governo; foi a prefeitura; foram os dois; foi o Lula que não gosta da Ana Júlia.

A culpa é deste governo, desta prefeitura e de todos os outros que nos administraram a cidade e estado nos últimos 50 anos. A culpa é de nossas elites políticas, sindicais, intelectuais, acadêmicas, empresariais, etc, etc, etc. A culpa é da nossa geração de paraenses que achamos que “comendo de arremesso” “dormindo de balanço” vamos ter vida “de descanso”, porque só aqui tem açaí, tacacá e de quebra a Virgem de Nazaré para abençoar. Esses mega eventos esportivos são sobretudo grandes negócios, para recebê-los as cidades têm que estar dentro do padrão globalizado. Têm que ser cidades globais, com segurança, infraestrutura aeroportuária, hoteleira, turismo receptivo, mobilidade urbana, qualidade de vida, etc.

Bairrismos de lado, tem alguém em sã consciência, e que tenha visitado pelo menos algumas das cidades escolhidas, que possa acreditar que Belém atende essas condições?(Vamos deixar Natal de fora, zebra é zebra).

A Fifa, tudo bem, é dirigida por um bando de safados como mostrou o Juca Kfouri, mas os critérios de escolha são objetivos. A eliminação de Belém não foi um ato político, não foi conspiração, era previsível para um cidade que há décadas se recusa a pensar-se estrategicamente.

Que isso nos sirva de alerta, sempre é tempo de recomeçar. A Universidade Federal do Pará, por meio do Fórum Landi, foi contratada pela Fundação Cultural do Município de Belém, para, com recursos do Ministério das Cidade, elaborar o Plano de Requalificação do Centro Histórico de Belém. Que toda a cidade participe, discuta, debata. Oportunidade haverá. Que depois do Plano do Centro possamos fazer um plano para a cidade, para a região Metropolitana. Senão, como já previ na ficção, vão acabar desmontando a Basílica de Nazaré e a levando junto com o Círio para São Luís ou Manaus.


Copa 2014: 30 motivos para Belém não ter sido escolhida!

Tuesday Jun 2, 2009

Vou começar esse post informando que sou paraense e belenense, mas isso não me impede de criticar a nós mesmos!

Domingo saiu o resultado anunciado pela Fifa sobre as 12 cidades que seriam sedes da Copa de 2014, e para a surpresa de alguns e nem tanto de outros, Belém não foi uma das escolhidas. Eu confesso que estava esperançoso, acreditava e torcia para que Belém tivesse sido escolhida, mas no fundo, via que seria muito difícil levar essa parada!

Não estava querendo que Copa viesse para cá por causa dos jogos, afinal, as seleções que devem vir pra cá devem ser as mais fracas, mas o que eu queria mesmo eram os investimentos que a cidade iria receber.

Depois do resultado pensei muito, e como já sou um crítico natural, resolvi eleger os 30 motivos para Belém não merecer a Copa, vamos lá:

  1. Pra começar, vou por a culpa na nossa Excelentissima Governadora, uma mulher sem garra, que falou o tempo todo ser “amiga” do Lula e não soube usar seu lobby.
  2. Continuando na política, vou culpar também nosso representante na esfera municipal, por anda o Dudu e suas obras paradas? E o caus na saúde? Será que não interferiu na escolha, afinal de contas nos últimos meses Belém ficou conhecida nacionalmente pelas notícias da Santa Casa (PSM).
  3. Voltando a Governadora, lembrei agora sobre os conflitos agrários que tem repercursão mundial, será os comandantes da Fifa não assistem aos noticiários?
  4. Culpo também os sem-terras, que estão transformando o Pará (e o Brasil como todo) em uma terra sem lei, invadem, destroem, matam, roubam… e ficam impunes em nome de uma reforma agrária.
  5. Culpo também algumas empresas privadas, principalmente a Coca-cola e a Sony, que souberam usar o seu lobby (aprende viu governadora?) para levar a copa para Manaus, onde essas empresas tem sedes.
  6. Agora, vou começar a culpar algumas classes de Belém, em primeiro lugar os taxistas, que estão transformando Belém inteira em um ponto de taxi, qualquer lugar que você vá tem um ponto de taxi clandestino, piratex mesmo… esse final de semana mesmo eu vi uns taxistas pintando a rua com faixas amarelas para demarcar seu “território”, como não há fiscalização, eles proliferam mais que coelhos…
  7. Por falar em território, que tal os flanelinhas? Esses já não tem mais jeito mesmo, além de alugar para os cidadões de bem os espaços públicos ainda cometem assaltos em plena luz do dia.
  8. Mas não são só os taxistas e os flanelinhas, que tal passar na 25 de setembro no horário de pico? A avenida só tem uma pista, por que a outra está totalmente ocupada pelos carros estacionados irregurlarmente.
  9. Mas a culpa não é só dos motoristas, que tal a CTBel? Se houvesse fiscalização muita coisa estaria diferente, mas eu só vejo os agentes (isso quando eu os vejo) batendo papo nas esquinas, namorando em plena hora de trabalho ou acobertando os taxistas que fazem m**** no trânsito caótico.
  10. E os motoras de busão? Imagina um turista tendo que correr para pegar o ônibus que parou longe da parada… isso se ele parar e esperar…
  11. E o povo que espera os ônibus? Geralmente ocupando uma faixa de carros para transforma-la em parada! Isso assusta!
  12. E os cidadãos? Levam a culpa por jogarem lixo pelas janelas do carro, sujando cada vez mais a cidade.
  13. Esses mesmos cidadãos, andam pelo meio das ruas, esquecendo que lugar de pedreste é na calçada. Isso assusta também!
  14. Outro dia estava fazendo meu passeio noturno de bike e resolvi dar uma voltinha pelo aeroporto e me deparei com uma cena lamentável, um cidadão resolveu esperar alguém que chegava de viagem mostrando toda a potência sonora do seu lindo gol bola, o som estava nas alturas e tocando uma “canção” de gosto questionável… uma mulher de voz aguda cantava(?) estridente que queria dar alguma coisa pra num sei quem… Um turista chegando a Belém vendo aquela cena, provavelmente entraria de volta no voo que lhe trouxe.
  15. Hoje de manhã fui dar uma pedalada no Parque Ambiental do Utinga e na Av João Paulo II (na parte nova) me deparei com um sofá jogado em um bueiro… depois o povo reclama que a cidade está alagando com qualquer chuvinha.
  16. E que tal as dondocas que adoram levar seus cãozinhos para cagar na rua? Já pensou o Joseph Blatter pisando na bosta do cachorrinho…
  17. E os camelôs? Quem consegue andar pela Av. Padre Eutiquio logo depois do Shopping?
  18. Pela falta de respeito dos motoristas, principalemente os taxistas, com os ciclistas… pelo desconhecimento das leis de trânsito.
  19. Ahhh lembrei agora, vamos culpar novamente a Governadora… por que ela não se juntou ao governador do Amazonas para conseguir que a região norte tivesse duas sedes? Por que a região nordeste teve direito a 4 sedes?
  20. Vou culpar também o preconceito com os nortistas… infelizmente, isso sempre teve e sempre vai ter no Brasil…
  21. Sabe quem tem culpa também? Aquele reporter da TV Liberal, o “Num Sei o Que Paiva”, que só manda pro Jornal Nacional as notícias ruins do Pará…
  22. A culpa também é do povo Amazonense, que soubre fazer tudo direitinho e levaram a copa.
  23. E o Joseph Blatter? Não pode ficar de fora, ele nem sabia que o Pará fica na região norte… Durante a entrevista coletiva ele afirmou que o pará era da região nordeste :)
  24. A culpa é do dinheiro, já se foi o tempo em que amor a camisa e tradição ganhava alguma coisa, hoje em dia o dinheiro fala mais alto. Esse papo de maior torcida do Norte já era!
  25. E que tal a história de Capital da Amazônia? Já perdemos esse posto faz tempo…
  26. Essa é copiada:  Belém, sabemos todos, tinha tudo para sediar jogos da Copa. Estádio, acessibilidade, tradição futebolística e experiência em grandes eventos. Manaus tem hotelaria e o apelo do ecoturismo. Não foi isso que decidiu a parada. Não nos iludamos: aquele que era o nosso grande trunfo foi também nosso maior calo. Ter um estádio pronto, sem possibilidades de grandes gastos, desinteressou os senhores da bola. Para eles, é mais lucrativo investir numa praça em que tudo está por fazer e onde a dinheirama será farta e generosa.
  27. A culpa é do Juca Kfouri!
  28. E do Ancelmo Góis também :)
  29. E eu também sou culpado… por ter votado no Dudu (confesso que fiz essa m****…)
  30. E você também!

Se você tiver mais motivos, poste aqui para completar a lista, será que conseguimos chegar nos 50 motivos?


Fórum Social Mundial 2009 – Bicicletada

Thursday Jan 29, 2009

O FSM já começou!

Desde terça-feira (27) a Belém vive de uma outra forma! E nós da Bicicletada Pará não podiamos deixar de estar presente mostrando para todos que é possivel a convivência entre os meios de transportes.

Na macha que aconteceu na abertura do Fórum, vários ciclistas de vários locais do Brasil e do mundo compareceram e criaram a Ala da Bicicletada, o pessoal do Eco Urbana postou alguns vídeos e fotos do evento.

Além disso estamos com um tenda na UFRA mostrando a história da bicicleta, leis de trânsito e com uma exposição de bikes antigas da coleção do nosso amigo Marcelo Biker.

No próximo dia 30, sexta-feira às 18h no Mercado de São Brás, vamos fazer a primeira bicicletada paraense que vai percorrer as ruas de Belém distribuindo folders educativos e exibindo faixas. Estão todos convidados!

Mais links:
Ciclistas de Belém
Véspera do forum social mundial

Blog do Chris Carlsson
Crossing the planet
Waterworld
Soggy socialists and everyone else too


Trilha da Mentira e Trilha do Pernalonga

Monday Jan 12, 2009

Alan Tamer no convite!

Existem 2 pontos que eu gostaria de frisar com relação ao clima que vocês irão encontrar durante a trilha: o forte calor e vento contra.

Bragança possui um verão bem diferente do de Belém. Aqui raramente chove durante essa época e quando eu fui fazer essa trilha no último domingo, não caiu uma gota sequer e o sol acompanhou a gente durante o dia inteiro. Acho que não chove 3 dias seguidos há meses por aqui.

Como a região que iremos pedalar é muito aberta, quase não possuindo trechos de mata fechada, esperem um sol muito forte na cabeça e tragam bastante líquidos.

Agora imaginem tudo ao contrário… foi assim a trilha do pernalonga.

O Alan provou que ele como meteorologista é um excelente biker!

Choveu do inicio ao fim da trilha… mas vamos por partes:

Sábado: Cheguei em Bragança por volta das 14h, e comecei a procurar os Hotéis, andei por vários.. mas finalmente ficamos no Lucian, o mesmo que o Alan está hospedado, o Hotel é muito bonzinho, mas não tivemos muito tempo não… Quando eu pensei que ia fazer um lanche/almoço o Alan já estava chamando pra ir pra trilha do aquecimento… que mais tarde virou a trilha da mentira, só quem sabe o porque do nome é quem estava lá, e olha que o Tysga nem foi…

Saimos pedalando pela cidade, eramos poucos, eu, Gaby, Alan, Ivan, Colin, suas duas filhas e um garoto que estava acompanhando… Mas ainda na cidade, encontramos o Sérgio, Velasco e Ângela que estavam chegando naquele instante… eles foram pro hotel e nós saimos para a trilha.

Quando passamos pela ponte que atravessa o Rio Caeté, eu recebi uma ligação do Fabinho, perguntando se dava pra gente esperar ele e a Dani… Ok, paramos na estrada e começamos a esperar… mas como todo mundo sabe… o Fabinho nem gosta de demorar… esperamos… esperamos… esperamos… esperamos… até que eles apareceram, trazendo consigo o Velasco, Ângela, Gabriel e Sérgio, pronto, agora eramos um grupo maior…

Seguimos até o mirante, em uma subida que… bem… não sei explicar… era “a subida”! Os (tri)atletas conseguiram tirar de letra, eu fui empurrando mesmo… o Gps marcava embaixo apenas 12m e lá em cima 34m de altura.









Chegamos ao Mirante, um ponto sensacional, com uma vista privilegiada de bragança. Agora era a hora da descida, aluciante… o Alan marcou no seu ciclo 57,5km/h, eu marquei no GPS 61,5km/h, não lembro o do velasco.

Seguimos agora pra parte noturna da trilha, outro trecho muito legal, aliais, qualquer trilha noturna pra mim é show! Seguimos até chegar na Vila-Que-Era, “era” o que? Era Bragança… lá que tudo começou. Fomos recepcionados por crianças do local, curiosos com as luzes das bikes.



Seguimos por ramais, singles, subidas e descidas até voltarmos a Bragança, onde encontramos o Max Jardim com a sua familia num bar.

A noite saimos para jantar e pegar uma boa chuva… A mesa parecia aquelas de aniversário de tanta gente que estava lá, e toda hora chegava mais um, na hora da chuva, todo mundo correu da agua que caía, só ficou eu, Carlinhos e Tysga comendo debaixo d´agua.

Domingo: Acordei por volta as 5:30, quando sai do quarto, só encontrei o Carlinhos acordado, logo depois o Max, Carla e o “100% Delta”.

Daqui a pouco a Gaby acordou e o Alan apareceu, só deu tempo para um (excelente) café da manhã reforçado e saimos para a pedalada.

Chegamos na praça da bandeira e alguns bikers já estavam por lá, se preparando para a partida. Logo depois começaram a chegar os outros bikers.





Depois de alguns alongamentos partimos para a oração.












Partimos para a trilha debaixo de muita chuva e ai começou a cair a previsão do Alan, e assim foi o dia todo, chuva e mais chuva.


O primeiro ponto interessante foi a pedreira, achei sensacional aquela área. Descemos numa velô show. Muitas fotos!





O segundo ponto bacana foram as planices bragantina, parecia que a gente tava no Marajó, impressionante a semelhança… Fizemos um Bosta-track, e seguimos para uma foto oficial, com direito a guerra de bosta proporcionada pelo Carlinhos, inclusive depois encontrei os parentes dele recem-nascidos…





Alguns pontos eram bem fechados…

O terceiro ponto show de bola foi a Hotel Fazenda Vitória. Pense num lugar bonito! Bacana foi as meninas falando “Hummm…” e olhando para os respectivos maridos quando o cara falou sobre o final de semana romantico que o hotel proporciona…





Eu encontrei a irmã da Patricia.

No final da tarde ainda sobrou um tempo para um lanche no Natal!

Bem, no mais, só as fotos para explicar tudo o que aconteceu por lá!

Mas eu quero fazer aqui um agradecimento especial ao amigo Alan Tamer, que nos proporcionou esse final de semana sensacional, nos levou para conhecer lugares maravilhosos e foi nosso companheiro em todos os momentos, desde o momento que chegamos até quando fomos embora!

Estamos torcendo por você nessa nova etapa da sua vida e que você tenha muito sucesso!!

Valeu Alan!!

Fotos e Tracklog (GPS) da Trilha da Mentira.

Fotos e Tracklog (GPS) da Trilha do Pernalonga.


Casa das Onze Janelas – Mais uma vez!

Tuesday Nov 4, 2008

Esse post foi copiado de: Casa das Onze Janelas – Mais uma vez! no blog do Dia Mundial Sem Carro.

Se tem um espaço em Belém que é contra as práticas saudáveis, esse espaço é a Casa das Onze Janelas. Será que é pelo fato do local de ser frequentado pela “nata” da sociedade que subistituiu suas bicicletas por carrões e seus caiaques por lanchas?

Acho que o Secretário de Cultura ou quem quer que seja responsável por aquele lugar deveria abrir os olhos para a tendência mundial em se tratando de meios de transporte alternativos. Pra começar, eu informo aos leitores, que o lugar não possui nenhum bicicletário e vai mais além disso.

Em julho desse ano, um amigo caiaquista, me reclamou que havia tentado subir com seu caiaque na rampa da Casa das Onze Janelas e que tinha sido impedido. Publiquei em meu blog, mandei para um jornal, enfim, fizemos um alvoroço. Mas não resultou em nada.

Ontem (03/11) eu e mais dois amigos estavamos pedalando pela cidade, curtindo uma noite agradável com um clima bem ameno e resolvemos fazer um passeio turistico pela cidade. A nossa intenção era visitar alguns pontos bonitos e publicos da capital.

O primeiro ponto foi passar em frente ao Hangar, seguimos pela “nova” ciclivia da Marquês de Herval e chegamos ao Hangar, voltamos pela Duque (a avenida ecologicamente correta onde pintamos ciclofaixas virtuais) e chegamos na Doca, seguimos para o Ver-o-Peso, pedalamos por dentro da feira, beirando o rio, seguimos pela feira do açaí e subimos na rua entre o Forte do Castelo e o Museu de Arte Sacra, chegamos ao Complexo Feliz Luzitânia. Já sabia que lá, se quisessemos visitar o trapiche da Casa das Onze Janelas teriamos que descer da bike e empurra-la, nada mais justo, afinal é um lugar destinado a pedestres, mas pela lei de trânsito, os ciclistas empurrando a sua bike se equivalem a pedestres.

Descemos da bike e empurramos em direção ao trapiche, nesse momento, um guarda nos informa que não poderiamos seguir a partir dali, que teriamos que deixar nossa bicicleta lá na calçada da rua para poder seguir a pé. Tentei argumentar com ele, expliquei para ele as leis e ele soltou uma peróla:

- Você conhece as leis – Perguntei pra ele.
- Não sou eu que faço as leis… respondeu ele.
- Você não é um cidadão? Deveria conhecer as leis. – Respondi.

Ao final de muitas tentativas, resolvemos sair de lá, já que aquele realmente é um espaço publico proibido para o publico.

Como será o Fórum Social Mundial que vai acontecer em Belém em janeiro de 2009? Será que os turistas que quiserem fazer um ciclopasseio pela cidade terão condições? Onde será que eles vão estacionar suas magrelas? É amigos… ainda temos muito o que evoluir… infelizmente essa é a realidade.


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Trilha do Halloween (noturna)

Monday Nov 3, 2008


Foto: Sérgio Batista

Sem dúvida a melhor trilha do ano!

Pra mim, tudo começou no sábado de manhã, a expectativa era grande para a trilha, afinal ia receber os amigos da EART na minha casa em Mosqueiro para uma trilha noturna.

Minha preocupação era com a palafita que existia no primeiro quilômetro do percurso, não sabia se ela ainda estava de pé e se dava para passar por lá.

Cheguei em Mosqueiro de manhã e depois de limpar a piscina com a ajuda do Victor, fomos pedalando para a palafita… chegando lá, carreguei a bike para uma travessia de verificação e vi que o estado dela não era um dos melhores… voltamos, e eu tinha que pensar rápido em uma alternativa para chegar do outro lado do alagado que tem ali. Depois de conversar com alguns moradores do local, eles me indicaram o que seria o caminho alternativo. Perfeito, tudo certo…

De tarde, chega o Ailton (Vacuzão) e a Elina (MD)… Depois o Max, Sérgio e o Zé Gotinha… Enqaunto isso Ailton comeu umas 20 mangas (sem exagero), e quiz fazer uma churras antes de sairmos para pedalar…

Enquanto o churras rolava, começavam a chegar os participantes… muitos ligavam para pedir para esperar, muitos chegavam pedalando… o pessoal do Freerider acabou de devorar as mangas com a ajuda do Massara!

Todos a postos, roda, instruções iniciais, oração e contagem… 37 bikers!

Partimos para trilha que começou em uma passagem por ruas da praia do ariramba, quando percebemos, já estavamos no areial com singles tracks cheios de buracos.

Passamos pela primeira parte do areial e logo recebi uma chamada no Max no rádio, ele dizia que conseguia ver as luzes das bikes da frente mas não encontrava o caminho para chegar nelas… paramos nesse ponto e eu tive que voltar para busca-los, ainda bem que essa foi a única perdida.

Seguimos pela segunda parte do areial em alta velocidade, quem estava na frente me acompanhava… e chegamos em um monte de cerragem… no meio da trilha… um pequeno morro que o pessoal do Freerider passou sem problemas com seus pulos.

Seguimos por um outro ramal e eu, falando no rádio peguei uma queda, foi o suficiente para a Elina, que vinha o tempo todo atras de mim começar a me sacanear: O Bacu caiuuuu!! O Bacu caiuuuu!! O Bacu caiuuuu!!

Mas ela pagou pela boca…

Seguimos para a outra parte do areial, essa um pouco mais fácil até chegarmos a PA.

De lá seguimos para o Portal de Mosqueiro para a foto oficial e depois para a entrada da trilha do caruaru (a do enduro).

Essa parte da trilha foi a mais emocionante, sempre vinhamos na seguinte ordem: Eu, Elina, Ailton, Rodrigo… era uma velô só… tinha curvas que a gente fazia de lado, com a mão no freio… e a Elina, mais uma vez comprovou que é MD… sem nenhuma lanterna ela acompanhou a gente o tempo todo… tá certo que nem sempre ela estava em cima da bike… por duas vezes (pagando pela boca) caiu e no final da trilha estava toda descabelada, parecia que tinha visto assombração eheheheheh

O Rodrigo também comeu areia, pegou uma queda espetacular… voando por cima da bike…

Chegamos no Caruaru e fizemos uma parada para um lanche… logo, logo já estavamos denovo na trilha… em uma velô sensacional… pegamos uma boa distância do segundo pelotão e resolvemos apagar as luzes e nos esconder para dar um susto na galera…

O clima entre os bikers era de total descontração… seguimos para a parte mais perigosa da trilha… a trilha das cobras… muitos galhos que pareciam laminas passavam na altura do ombro, pedindo uma atenção maior e uma velocidade menor… chegamos novamente a PA, com 31 km percorridos… ainda restavam 4 km… mas já eram 11:40… e tava tarde… depois de uma votação… resolvemos não fazer esse percurso. Voltamos para casa com mais uma trilha concluida… e muitas histórias para contar!!

Quero agradecer a todos que estavam presente, principalmente ao Max, por ter sido fecha trilha, ao Sérgio pelo apoio, e ao Victor por ter ido verificar a palafita comigo…

Valeu também ao Rodrigo, Ailton, Elina, Gaby, Márcio, Sabino, Iron Bike, Galera do Freerider (Fabricio, Carlinhos e sua turma), Erick, Milton (que nunca mais tinha aparecido), Carla, ao amigo camuflado que eu esqueci no nome (desculpa!), e a todos os outros que estavam presente!!

Arquivo do GPS:

http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=231751


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Trilha do Fama – Fotos

Thursday Oct 9, 2008

Lá vai as fotos da Trilha do Fama em Outeiro.


Escalada Clube

Thursday Oct 2, 2008

Ontem no meio do passeio noturno de bike da EART, demos uma passadinha no Escalada Clube pra conhecer o local e dar uma escaladinha indoor. A brincadeira foi bem legal, segue uma fotos…


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III Etapa do Enduro de Regularidade

Tuesday Sep 30, 2008

Esse final de semana (domingo) rolou no municipio do Acará a III Etapa do Enduro de Regularidade. Já fazia um tempo que não participava do enduro, desde a primeira prova, em 2006.

Dessa vez a Gaby não queria ir só e estava procurando um parceiro para formar uma equipe, resolvi ir com ela, voltando a formar a Equipe Gugaby.

No sábado comecei a construir meu RollBook (um aparelinho para colocar o mapa!) e a noite fomos ao Briefing receber as camisas e o mapa da prova.

No dia seguinte, domingo de manhã, seguimos para o Porto da Palha, local onde iamos pegar o barco e seguir para a Ilha de Boa Vista, no município do Acará, antes uma parada para encontrar o Sérgio e tomar um café da manhã… e por falar em café da manhã, pense num lugar caro, fomos no tal do Fran´s Café, peguei o cardápio e tomei um susto ao ver que um simples misto quente era nada mais nada menos que R$ 10,20, isso mesmo, dez Reais e vinte centavos. O jeito foi comer uns pães de queijo e um chocolate…

Chegando no Porto da Palha embarcamos no barco A, que era o primeiro a sair.

Já na ilha, expectativa para a largada, a nossa equipe tinha que sair as 8:51…

Na largada, últimos ajustes, relógio sincronizado, cronometro zerado, odometro ajustado…

Beijinho antes para dar sorte…

e lá fomos nós!

Aqui acabam as fotos, mas continua o relato. A prova foi bem tranquila, erramos apenas uma vez, mas acho que deu pra recuperar, já sabiamos que existiam dois mapas, então enquanto umas equipes iam pelas trilhas, outras vinham, isso chegava a confundir um pouco, mas era só prestar atenção no mapa que não tinha o que errar. Passamos por todos os PCs, e tivemos poucos erros de tempo.

Completamos a prova no tempo exato, com a sensação de missão cumprida! Pegamos o barco de volta e finalmente chegamos em casa!

Valeu galera da EART pela prova bem elaborada!


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