Bacu de Sunga |

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Remada para a Saudosa Maloca

Monday Sep 15, 2008

Esse sábado fizemos uma remada boa, saimos do ver-o-rio até o restaurante Saudosa Maloca na Ilha do Cumbu.

Sexta-feira, 19h:
- Tuuuuuuuuuuu Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
- Falaaaaaaaaa Bacuuuuuuuuuu!
- Faleeee MD!! E ai? Já arrumou o caiaque pra remar amanhã?
- Pô Bacú, ainda não, mas perai que vou ligar pro Vicente e te retorno já já!

5 minutos depois:
- Bacú o Vicente disse que tu pode pegar o caiaque lá na casa dele!

E lá fui eu e o Sérgio (sem-noção) pegar o caiaque para a Elina. Depois de amarrado era só esperar o dia seguinte!

Sábado, 6:00h: Já estava de pé, organizando tudo em casa e me preparando para mais uma remada. Acordei a Gaby e depois de tudo pronto saimos por volta das 7:00h em direção ao ver-o-rio.

Chegando lá encontramos com o Fernando Lima, o Igor, o Beto e o Evaldo e seu filho. Desembarcamos o caiaque foca do carro e começamos os preparativos e ficamos esperando o resto do pessoal! Carlinhos e Rodrigo marcaram furo, a Elina chegou logo depois seguida do Eduardo, trazendo dois caiaques em seu carro, um deles eu ia usar com a Gaby: o Búfalo.

Saimos do ver-o-rio as 7:30 em ponto e começamos a nossa remada, tranquila… Eu e a Gaby no Búfalo, o Beto num Amazonas, o Fernando no seu já conhecido Carolina, o Eduardo no seu “não sei o nome”, Igor e seu amigo em um Foca, o Evaldo e seu filho em um duplo e a Elina mais uma vez comprovou que é MD, ela foi sozinha num Foca duplo. Tiramos umas fotos e seguimos, passando em frente a Estação das Docas, Ver-o-Peso, Magal das Garças e Portal da Amazônia, onde resolvemos atravessar o rio. Nesse trecho a marola e ondas começaram a dar uma adrenalina maior a aventura. As ondas levantavam a proa do caiaque e a Gaby gritava de emoção e medo, e quando o caiaque caía a proa “enterrava” na próxima onda! A adrenalina foi demais, e eu fiquei um pouco “mareado”, e claro que o pessoal começou a sacanear dizendo que eu estava grávido (kkkkkkkkkkkkk)!

Seguimos mais um pouco e paramos para um lanchinho na casa de um amigo do Evaldo. Lanche feito seguimos até nosso destino: Saudosa Maloca.

Chegando lá encontramos com mais um caiaquista, o Valber, que já estava tomando umas! Ficamos por lá, confraternizando e esperando a maré virar para voltarmos, o Evaldo resolveu dar uma volta pelo Rio Cumbu para visitar seus amigos. Fizemos a festa, contando “causos”, piadas de argentino, sacanagens mutuas e a maré virou e nada do Evaldo voltar, esperamos mais um pouco, e lá vinha o Evaldo voltando, preparamos a saida e ás 12:35h saimos de volta, com o sol a pino.

Na volta, bem mais tranquila, ainda demos uma parada no que restou do Iate Clube (dá pena de ver como tão as coisas por lá), e seguimos de volta ao ver-o-rio, na volta, algumas correntezas fortes a favor e já no final da remada um pouco de corrente contra!

Chegamos ao ver-o-rio as 14:45h, satisfeitos por mais uma remada e um momento alegre com amigos!

Mais algumas fotos:

Valeu Galera!

Segue o trajeto no WikiLoc (GPS) da remada:

Dados Gerais:
Total: 20,9 Km em 6 horas e 50 minutos
Ida: 9,1 Km em 1:30h média de 7Km/h (Com paradas)
Parado: 3 horas e 9 minutos
Volta: 10,4Km em 2:10h média de 5Km/h (Com paradas)


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Mais uma remada no Pratiquara

Wednesday Aug 20, 2008

Mais uma vez combinamos de fazer a já “famosa” remada no Rio Pratiquara.

Saimos da fazenda o Seu João, que mais uma vez deu todo seu apoio, e seguimos até a vila! Dessa vez saimos as 10:40 e depois de 3 horas de aventura chegamos ao final do percurso!

O Fernando Lima postou um relato no fórum e eu tomei a liberdade de copiar para cá:

Chegamos ao sítio do Sr João Cerqueira logo após às 10:00h, com a maré no finzinho da enchente. Não posso deixar de agradecer a recepção sempre calorosa do Sr. João, disponibilizando sua rampa para iniciarmos nossas remadas.

Fomos eu, Gustavo, os Nivinski (Eduardo, Eduardinho, Gabriel e Ricardo), Rubiara e Ricardo Polaro. Eram cinco caiaques, o Carolina, o Amazonas, do Rubinho, um individual do Eduardo e dois Foca.

Vale destacar que o Eduardo remou em solitário um Foca, transportando o Gabriel e o Ricardinho. Haja braço!

Logo depois que começamos a remar a maré começou a baixar mais definidamente.

O engraçado era o Gustavo tentando entrar num acordo com o Amazonas, que estava sem quilha. Acho que ele remou um percurso três vezes mais longo do que os outros, tantos foram os ziguezagues de uma margem à outra do rio…

Mas o Eduardo passou uma série de dicas de remada que serviram não só para o Gustavo como para todos nós. Foi uma verdadeira aula!

Logo depois da boca do Caruaru, fizemos uma parada no flutuante do Nonato, mas este não estava lá e demoramos pouco, apenas o tempo de dar uns mergulhos, esticar as pernas, comer alguma coisa e retomar a remada.

A partir daí, a correnteza a favor já estava bem forte, chegando a mais de 5Km/h. Rubiara e Ricardo Polaro, num Foca, até praticaram slalom nas varas de matapi…

Logo chegamos à embocadura do Rio Murubira e à Baia de Santo Antônio.

A Baia estava bem ondulada e a ponta do pedral da Fábrica Bitar bem “arrepiada”, fazendo subir a adrenalina. Eduardinho, Gustavo, Rubiara e Ricardo passaram o pedral sem maiores problemas e pararam na prainha para nos aguardar. O Eduardo, remando solo o Foca com os dois mninos, vinha mais lento e eu o acompanhava, para dar o apoio que fosse necessário. Quando vi que ele daria conta do recado (que remador!), liguei o turbo dos braços e passei direto pelo pedral até chegar na corrente ao largo da praia.

Todos reembarcaram para a última perna da remada. O Eduardo, após passar o pedral, percebeu que não conseguiria superar o remoinho que se forma naquele ponto e preferiu seguir pela praia com os dois filhos menores, enquanto o Eduardinho levava os caiaques até a Vila.

Chegamos à Vila sem maiores percalços, com o GPS indicando 13Km percorridos em 2:30h de remada, com média de 5,2Km/h e 3:00h de passeio.

Colocamos os caiaques sobre os carros e fomos almoçar, que ninguém é de ferro!

Agradeço ao Rubinho, que cedeu o caiaque Amazonas para ser testado. Esse caiaque está à venda nos Classificados da EART.

Agradeço também aos companheiros pela companhia nessa excelente remada. Que venham outras!

Vou postar as fotos depois.
_________________
Fernando Lima
Equipe CURUPIRA
“Bons meninos vão para o céu,
trilheiros vão para qualquer lugar –
em terra ou na água.”

Abaixo algumas fotos do inicio da remada:


Eu e a Manu, olhando num sei o quê!


Eu “quase” caindo ao entrar no caiaque!


Recomposto!


Saindo…


Ribeirinhos…


Eduardo e seus passageiros.


Contraste.


Grandeza!


Perfil de Aventureiro

Wednesday Aug 20, 2008

Atualmente os esportes de aventura vem crescendo em nosso Estado, como canoagem, mountain bike e trekking, entre outros. E com isso vem atraindo grande numero de adeptos à sua pratica, pessoas que sabem o que estão fazendo e o que vão encontrar pela frente, que sabem das dificuldades que irão encontrar para a realização dos mesmos, tanto dificuldades de logística, quando dificuldade físicas para cumprir trajetos mais difíceis.

Os novos adeptos desses esportes devem que se enquadrar no nível de dificuldade que estão aptos a realizar e o nível de stress e dificuldade que estão dispostos a enfrentar para a realização do mesmo. Pois não adianta uma pessoa sem experiência alguma pegar uma bicicleta de mountain bike e querer, de cara descer um morro de dificuldade avançada. Essa pessoa irá na certa se machucar, danificar seu equipamento e causar transtorno para as pessoas que estarão com ela, muitas vezes atrapalhando o bom andamento da aventura.

O aspirante a aventureiro tem que ter em mente que não basta querer praticar esporte de aventura. Essa pessoa tem que ter um perfil mínimo para o mesmo. Vou dar um exemplo rápido sobre isso: uma pessoa que é acostumada a pedalar em estrada trocentos quilômetros, está com o preparo físico muito bom e é jogado no meio de uma trilha de moutain bike. O preparo físico é o de menos para essa pessoa, porém ela vai começar a reclamar de lama, de chuva, de sujeira, de medo dos animais que ali poderão aparecer, e mais uma vez causando transtorno para as pessoas que estão participando do mesmo evento. Então essa pessoa não tem perfil para ser um aventureiro, e sim um ciclista de estrada.

O aventureiro nem sempre é aquele que tem o melhor preparo físico. É aquele que está disposto a participar daquela aventura de corpo e alma, sabendo que uma simples trilha de bike pode se transformar em um inferno e, saber contornar essa situação sem atrapalhar os companheiros que ali estão. É aquele que esta disposto a acampar ao relento sem reclamar de frio ou de chuva, é aquele que não vai reclamar se a comida acabar e tiver que comer qualquer coisa, é aquele que vai ajudar o amigo quando ele realmente precisar de ajuda e principalmente é aquele que não vai atrapalhar os outros e reclamar de tudo o que esta acontecendo ali.

Tem gente que quer ir pra chuva e não se molhar, que quer entrar na lama e não se sujar, que quer ir ao inferno e não se queimar. O aventureiro quer isso e mais um pouco e, quem não tem esse perfil não deve se meter, pois vocês não sabem como é chato atrapalhar uma aventura, seja ela uma remada, uma pedalada ou qualquer outra.

Rodrigo Duque Estrada

Esse texto eu recebi hoje do meu amigo Rodrigo Duque Estrada!


Cenas fortes, GPS Garmin destruido.

Thursday Aug 7, 2008

Já faz um tempo, mas só agora me lembrei de postar as fotos de um GPS de um amigo meu que ficou totalmente destruido depois de ser atropelado.

A história é a seguinte: Tinhamos acabado de sair de uma remada cheia de problemas, e o Carlinhos tinha ido em um moto-taxi procurar ajuda para transportar os remadores para cidade.

Levou seu GPS em uma pochete e no meio da estrada ele caiu. Na volta, tentou encontrá-lo, e conseguiu, mas o estado dele era o seguite:


Remada no Rio Pratiquara

Monday Jul 28, 2008

Esse final de semana fomos (Eu, Gaby e Fernando) remar de caiaque no Rio Pratiquara, que fica na Ilha de Mosqueiro. Esse rio nasce próximo a PA-391 (Belém-Mosqueiro) e vai até um ponto onde se vê no horizonte a Ilha de Outeiro.


Exibir mapa ampliado

A maré no sábado estava cheia por volta das 16h, saimos na preamar e descemos o rio com a correnteza a favor. Saimos do sítio do Sr. João e chegamos na vilapor volta das 19:30h, conforme previsto!

A remada foi bem tranquila, em certos momentos enfrentamos uns redemoinhos, que faziam o caiaque “frear” na água, mas nada que prejudicasse a remada e a vista maravilhosa.

Um bom papo também ajudou a tornar a remada mais alegre! Vinhamos conversando com o Fernando que o tempo todo via os passaros e falava o nome deles, muito bom!

Eu e a Gaby estavamos em um Foca duplo, e o Fernando em um caiaque Carolina muito lindo e com uma hidrodinâmica incrivel.

Chegamos na vila a noite e apenas as luzes das nossas lanternas iluminavam o caminho. Já estou querendo programar a próxima remada!

Abaixo algumas fotos:


Caiaque no teto do carro!


Rio Pratiquara e o Fernando lá na frente.


Os pés da Gaby, o Rio e o Fernando.


Um sítio de açaízal a margem do Rio.


Outra imagem do sítio.


Eu, com cara de cansado… mas nessa hora eu não tava cansado não!!


Outra foto nossa.


Lá vai o Fernando, deslizando na água…


Rio e a luz do sol no final da tarde… uma visão linda!


Eu e a Gaby.


Paradinha no Sítio Pratiquara para falar com o Nonato.


Começando a anoitecer. Uma mistura de medo e adrenalina.


Pouca luz!

A partir desse momento não dava mais pra tirar fotos, ficou escuro e o saco estanque não deixa que as fotos saiam com flash. Aliáis, as fotos no saco estanque não ficaram muito boas!

Na chegada, carregamos os caiaques pra cima do carro e agradecemos uns aos outros pela remada maravilhosa!

Valeu Fernando!


Espaço público proibido para o público!

Wednesday Jul 23, 2008

Se você tem um caiaque e quer praticar no final de semana, onde fazê-lo? O único local público que eu conheço é no ver-o-rio. Outras rampas de acesso, existem, mas pelo que podemos observar pelo que aconteceu no último final de semana, elas servem só pra enfeite.

Um amigo meu, caiaquista, por diversão, resolveu experimentar seu novo brinquedo, um caiaque Carolina. Ele saiu do ver-o-rio no domingo de manhã e aproveitando o bom tempo e a correnteza a favor, remou em direção ao ver-o-peso. Sua intenção seria subir na rampa da Casa das Onze Janelas, afinal de contas, aquele é um lugar público e um dos poucos acessos ao rio em uma cidade que é rodeada por ele.

Combinou com sua esposa para esperar com o carro na praça Dom Frei Caetano Brandão, eis que quando chegou o local, foi impedido de subir com seu caiaque por um segurança, que alegava que a proibição era da Marinha, PM e SECULT. Como assim?

Após várias argumentações por lado do nosso esportista, o tal segurança permitiu a passagem, sem deixar de informar que aquela seria a “última vez que ele fazia isso”.

Indignado, ele, eu e outros esportistas perguntam: Qual o motivo da tal proibição? Qual o fundamento legal para a SECULT não permitir? Onde está o incentivo ao esporte e as práticas saudáveis?

Esperamos respostas!


Remada no Bote!

Monday Jun 30, 2008

Depois de alguns meses reformando e planejando uma remada no bote inflável, finalmente conseguimos fazer o primeiro teste.

O bote (que agora se chama Ariranha), é um bote militar, com capacidade de 10 passageiros, sendo que 8 ficam em posição de remo, usado na época da 2° Guerra Mundial para o transporte de soldados a bordo do Catalina, da FAB. Ele foi comprado em um leilão, anos mais tarde e ficou durante muito tempo guardado em um galpão do avô da Gaby (minha esposa), o “Seu Clementino”, onde sofreu com a ação do tempo.

O planejamento e a reforma levaram vários meses, tivemos que construir um novo piso (que é de madeira), tivemos que reformar as válvulas, verificar se haviam furos, enfim, uma revisão geral, que ainda não acabou…

Para um teste inicial, resolvemos levar o Ariranha para Outeiro, uma ilha que faz parte de Belém e fica a uns 20 km do centro. A lojistica para transporte foi complicada, pois o bote é enorme, mesmo seco e dobrado ocupa um bom espaço e além dele ainda tem que ser levado o piso (que é enrolado separado) e um compressor de ar.

Depois de toda a complicação do transporte, montamos o Ariranha.

Ele ainda seco na beira do rio.

Começando a encher, esse processo demora um pouco.

Depois de cheio e na água, todos começaram a subir, para treinar um pouco o remo. No inicio, ficamos rodando, rodando… até que conseguimos sair um pouco.

Só contamos com seis remadores e já previamos que a remada ia ser bem dificil, além de ter um grande arrasto, o vento estava forte, e resolvemos remar contra a correnteza para que a volta fosse mais fácil.

E assim seguimos, rio a dentro.

Ficamos longe, mas já eram meio dia, e a cabeça torrava com sol forte…

…e resolvemos voltar.

Mais tarde, quando o sol baixou um pouco e o vento deu uma trégua, resolvemos sair novamente, para tentar mais uma vez. Dessa vez conseguimos remar legal, com um bom ritmo, fomos mais longe.

Paramos no meio do rio para um banho.

E fomos agraciados com a presença de um boto, que causou medo em alguns e admiração em outros, quanto mais barulho na água mais ele se aproximava, e assim ficou, até que remos de volta ao porto.

Conclusão, o bote é uma ótima diversão, mas precisamos remar ele em um rio que tenha correnteza para que não seja tão cansativo!


EART – II Remada do Caraparú

Friday May 2, 2008

Ontem, mais uma vez fui me aventurar em um esporte com contato direto com a natureza, mas dessa vez não foi de bike.


Gaby

Na noite anterior a ansiedade era grande, era a primeira vez que iamos remar, já tinhamos comprado colete, preparado os sacos-estanque, a pochete com alguns lanches e uns utensilios que poderiam nos ajudar e a camelbak (mochila de hidratação).


Eu, na saida

Acordamos cedo, cheio de vontade de chegar logo ao lugar e nos preparar para a remada do Caraparú, mas antes, parada obrigatória para um café da manhã reforçado no goiano (BR-316) e um bate papo com os amigos que já estavam por lá. Ao chegarmos na comunidade de Caraparú (-01 22′ 17” -48 09′ 06”) encontramos os outros amigos, pegamos nossa camisa, escolhemos nosso caiaque e ficamos ali, naquele clima de confraternização e descontração com os amigos do pedal e agora do remo também!


Local da concentração

Descemos nosso caiaque a começaram os treinos, no inicio, tudo muito feio, eu remava de uma jeito, a Gaby de outro, um pra um lado e outro pro outro… imagina a briga, parecia que a gente não se entendia com o caiaque e com o remo!! Mas pegamos umas dicas com o Rodrigo, Rubinho e André e conseguimos nos sincronizar.

Agrupamos para as instruções do guia fizemos uma oração e partimos para a remada. Nos primeiros metros já comecei a pensar em desistir, achava que não ia aguentar, afinal eram 25km de rio e estamos no quilometro 4 e já estava sentindo os musculos sofrendo! Mas depois comecei a perceber que era só o aquecimento, e que já estava me acostumando com a dor e que dava pra seguir.


Fernando Lima, o rei dos mares!

No caminho, paisagens bonitas, um clima agradavel e uma correnteza favorável, além é claro da sacanagem com os amigos, uns derrubando os outros, jogando água… Aproveitei para conversar com os mais experientes e pegar umas dicas!


Gaby, mostrando toda a sua técnica!


Eu, nem tanta técnica assim!

Primeira parada em uma igreja, 15 minutinhos para esperar os atrasados e ficamos sabendo da nossa primeira baixa, o Guilherme, teve que voltar por que seu barco estava furado!


Essa foi a primeira parada.

Seguimos remando, remando, remando… até que chegamos no feijoal, mais uma parada para um lanche…


Elina MD e Gaby Adventure fazendo pose pra foto.

Mais uma vez, remando, remando, remando… parecia que não acabava nunca, começamos a ficar pra trás, ainda tinha mais umas 3 duplas atras da gente, o resto do pessoal, seguiu em frente e já nos esperavam no porto.

Eu e a Gaby, Sérgio e a Itana, Velasco Jr e a Suzane, Sylvia e o Namorido, estamos por ultimo e nas ultimas!! Faltavam ainda uns 10km e eu já não aguentava mais, minhas forças já tinham acabado, a Gaby ficava me dando forças pra continuar, me mostrando a “natureza”, mas eu já não via a hora de ver aquele porto.

- Amor, olha que linda essa árvore, olha a natureza… – Dizia a Gaby.
- Natureza de C* é P*C*!!!

Eu olhava no GPS e parecia que a gente tava fazendo uns “Cês”, e a correnteza, apesar de estar a favor, não ajudava muito…

Enfim, depois de longas e tenebrosas remadas, avistamos o porto e pessoal que nos esperava, mas ainda faltava chegar o barco do Sérgio e o Velasco.

Desembarcamos, carregamos o caiaque para o caminhão, e o onibus que ia levar a gente não aparecia, já começava a ficar tarde e nada do maldito onibus, informações desencontradas, uns diziam que o onibus tinha ido, mas como não encontrou ninguém ele foi embora, outros diziam que o onibus tinha ido pro porto errado, outros diziam que o motorista tava dormindo e os mais otimistas diziam que o onibus já tinha saido de lá pra nos pegar.


André, mostrando toda sua habilidade com o remo.

Não sei quem deu a ideia de irmos andando até a estrada, eram 15km de caminhada! Todo mundo se levantou e seguimos, eu já estava nas últimas, o Carlinhos carregou a minha pochete e lá fomos nos, o chão parecia não ter fim e eu ficava cada vez mais tonto, começava a anoitecer e eu comecei a sentir frio e ficar pálido, mas queria seguir assim mesmo, as minhas pernas pareciam que estavam seguindo o rumo sozinhas, por que eu já não comandava nada, também não queria falar nada (burrice minha) para não preocupar meus amigos e principalmente a Gaby, tive ância de vomito várias vezes e segurei.


Irmãos Velascos

Chegou uma certa hora que já não aguentava e um pouco antes de sentir que ia desmaiar, a Elina olhou pra mim e perguntou se eu estava bem e eu respondi que não… Alguns pararam outros continuaram, minha pressão tinha caido e eu tava fraco, comi algumas coisas, deitei no chão da estrada e fui melhorando aos poucos.

A noite começava a cair e nada de aperecer o tal onibus, resolvemos continuar andando para encontrar o resto do pessoal que já tinha seguido andando… mas eu passei mal denovo e dessa vez foi pior. Elina, Paulo, Gaby e todos os outros, me deitaram no chão e eu tremia demais, me cobriram com os coletes, camisas, jaqueta para que a temperatura do meu corpo subisse, e fui melhorando… E nada do tal onibus!

Anoiteceu, alguns pegaram carona em motos que passavam por lá, a ideia era ir até a comunidade de Caraparú pegar os carros para socorrer os que estavam pra trás, mas enquanto isso a gente no meio da estrada e as horas foram passando…

Voltamos a pé até uma comunidade que serviu de apoio e ficamos por esperando o “resgate”. O Pacoval e a Altair logo providenciaram uma refeição para os “desalojados” e um café quentinho. Por volta
das 22h chegou um caminhão e socorreu todos! Graças a Deus tudo ficou bem, e ninguém teve nada grave!

Nessas horas é que pensamos o quanto é bom lembramos sempre de levar algumas coisas básicas que em horas de apuros podem ajudar bastante: Lanterna, faca, comidas, isqueiro… enfim, agora eu já sei, sempre que partirmos para uma aventura, vou levar o kit de sobrevivência!

Vou aproveitar para agradecer a algumas pessoas.

Elina, por ter cuidado de mim, Dr. Paulo, por ter me socorrido, Velasco Jr, por ter ido buscar o meu carro, Carlinhos Helfer, por ter carregado minha pochete (estava pesada, eu sei!), Pacoval e Altair, por ter feito o lanche pra galera, Fernando Lima, pelo bom bate-papo, Itana, pelo carinho, Sérgio, pelas brincadeiras sem-graça nas horas mais inapropriadas, e principalmente a Gaby, pela preocupação comigo!

Quando vai ser a próxima aventura??

TrackLoc: http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=127712


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